domingo, 31 de março de 2024

“O problema dos 3 corpos’': como a China deixou de odiar sci-fi para inovar



“O problema dos 3 corpos’': como a China deixou de odiar sci-fi para inovar

Diogo Cortiz - Colunista de Tilt - 28/03/2024 04h05

“O Problema dos 3 Corpos” é a grande aposta da Netflix para 2024. Produzida pelos mesmos criadores de “Games of Thrones” e com um orçamento estratosférico, a obra é inspirada em um aclamado livro homônimo chinês de ficção científica. Uma empresa norte-americana investindo um caminhão de dinheiro para contar uma história criada na China me fez revisitar tudo o que eu estudei sobre o ecossistema de inovação no país asiático.

Não dá para pensar no futuro da humanidade sem pensar no que a China vai fazer. Essa é uma frase que sempre escutamos quando falamos sobre planejamento estratégico, discutindo projeções econômicas e criando cenários de inovações tecnológicas.

Eu comecei a me interessar em estudar sobre a inovação na China durante o meu doutorado. Eu pesquisava como a cultura influencia o pensamento de longo prazo e, consequentemente, as políticas de desenvolvimento científico e tecnológico.

O recorte da minha pesquisa era especialmente os países dos BRICS, então fui à China tentar descobrir o que estava rolando por lá e como os empreendedores, acadêmicos e o próprio governo pensavam a cena de inovação local. O ano era 2014. A China tinha atingido pela primeira vez o posto de país que mais publica artigos científicos que qualquer outro no mundo. O resultado do exame PISA, que mede o nível de educação global, mostrava que os alunos de Xangai tinham uma nota em matemática que era quase o dobro da média global. E que 10% dos estudantes mais pobres em Xangai sabiam mais matemática do que 10% dos estudantes mais ricos dos Estados Unidos e vários países europeus.

O país também era a fábrica do mundo. Marcas de todos os segmentos alocavam pelo menos uma parte de sua produção em alguma província chinesa. A Apple tinha - e ainda tem - gravado em todos os seus produtos a frase: "Designed by Apple in California. Assembled in China".

Eu queria tentar encontrar traços de resposta para por que ainda não existirem produtos inovadores e de qualidade que pudessem ser “Design in China. Made in China”. O TikTok não existia. A BYD era desconhecida, assim como Xiaomi e outras marcas que hoje fazem sucesso.

Descobri, assim que pisei na China, que eles buscavam a mesma resposta. Conversei com empreendedores, pensadores, acadêmicos, pessoas do governo e todos tinham o sentimento: "Nós temos conhecimento. Nós temos poder de produção. Por que não conseguimos lançar produtos inovadores?".

Em uma das conversas, um dos entrevistados me contou que, anos atrás, o governo chinês, a partir dessas preocupações, havia criado uma delegação para visitar os locais mais inovadores dos EUA e tentar encontrar pistas do que movimentava a criatividade por lá. Uma coisa que aparecia com frequência nas conversas era que todos liam ou assistiam ficção científica.

Só que a China sempre teve uma relação conturbada com esse gênero literário.

Durante a Revolução Cultural, os escritores de ficção científica foram silenciados. E, mesmo após o fim das reformas, quando intelectuais e cientistas passaram a ter um pouco mais de respeito, os escritores não tiveram vida fácil. Em 1983, a ficção científica foi criticada por um jornal do Partido Comunista por “espalhar a pseudociência e promover elementos capitalistas decadentes”.

A coisa só começou a mudar mais recentemente, quando a China entendeu que incentivar a ficção científica era importante para movimentar o terreno fértil da imaginação e da criatividade para conseguir inovar. "É tudo uma questão de economia", lembro de ter escutado de um dos entrevistados quando perguntei sobre como o governo lidava com a contradição de promover ficção científica ao mesmo tempo que se preocupava com o controle das narrativas.

Enquanto tomava meu chá-verde em um pequeno café de Pequim, um dos entrevistados me apresentou um escritor chamado Liu Cixin e sua obra “O Problema dos Três Corpos”. Ele era um grande sucesso na China, mas ainda desconhecido no Ocidente. Eu nunca tinha ouvido falar dele, mas acabou virando também um objeto da minha pesquisa.

O sucesso de Liu Cixin foi uma coisa impressionante no Ocidente. Já em 2015, a tradução inglesa de sua obra se tornou o primeiro livro de um escritor asiático a ganhar o Prêmio Hugo de ficção científica para melhor romance.

O sucesso de “O Problema dos Três Corpos” depende do talento de Liu Cixin em criar mundos que extrapolam os sentidos do presente, mas também se beneficiou com políticas do governo chinês que decidiu incentivar - e não restringir - o gênero literário.

“Eu chamei um dos organizadores do Partido à parte e disse: 'OK. Por que vocês estão agora em 2007 endossando uma convenção de ficção científica?' E a resposta dele foi que o Partido estava preocupado de que, embora historicamente a China tenha tido uma cultura de invenção mágica e radical, atualmente, eles não estavam inventando coisas. Eles estavam fazendo coisas incrivelmente bem, mas não estavam inventando.”

“E eles foram até os Estados Unidos e entrevistaram as pessoas no Google, na Apple e na Microsoft e conversaram com os inventores. Descobriram que, em cada caso, quando jovens, eles haviam lido ficção científica. Foi por isso que os chineses decidiram que agora iam oficialmente aprovar a ficção científica e a fantasia.” Neil Gaiman

A proposta da China era promover a produção e consumo de ficção científica. E deu certo. Em 2021, a indústria relacionada ao gênero teve uma receita de US$ 12 bilhões, com um crescimento anual de 50%, de acordo com o China Science Fiction Industry Report, publicado em 2022.

Depois de 10 anos, desde quando fiz a minha pesquisa de campo na China, as marcas chinesas passaram a conquistar uma fatia do mercado ocidental. BYD, Tik Tok, Xiaomi, Shein são exemplos do “Designed in China. Made in China”.

Recentemente, vi uma entrevista do Elon Musk de 2011. Quando perguntado sobre a BYD, ele riu e disse que não a via como uma empresa que pudesse competir com a Tesla. Na opinião dele, a marca chinesa não tinha um bom carro e a tecnologia não era boa.

Avance 13 anos no tempo: a BYD é a maior fábrica de carros elétricos do mundo e sua chegada gera frisson no Brasil.

O próprio Elon percebeu como ele estava errado. Em janeiro de 2014, ele disse que as empresas chinesas iriam “demolir” as rivais globais e que os governos precisam impor barreiras comerciais. Até mesmo ele entendeu que agora a China vai lançar no mercado, produtos com boas tecnologias e um design atrativo.

Não dá para afirmar que a ficção científica teve uma influência direta nesse processo. Encontrar causa e efeito não é uma coisa trivial. Mas o lançamento da série na Netflix, que inclusive criou polêmica com chineses acusando a empresa de ter ocidentalizado demais alguns personagens, mostra que a China sabe muito bem planejar o seu futuro e fazer as reformas necessárias para fomentar um ecossistema de inovação.

A ficção científica é uma janela da imaginação que promove a criatividade e a criação de mundos. E a China entendeu que precisa disso para contar a sua nova história.

Matéria original, aqui!.

sábado, 30 de março de 2024

Sobre logística


Sobre logística


Supply chain, ou cadeia de suprimentos, é a rede de processos e atividades que levam um produto desde a matéria-prima até o consumidor final. Imagine um bolo caseiro:

  • Fornecedores: Os fornecedores são as empresas que vendem os ingredientes para a produção do bolo (açúcar, farinha, leite, ovos, etc.).
  • Produção: A produção é o processo de transformar os ingredientes em um bolo.
  • Armazenamento: O bolo precisa ser armazenado em um local adequado antes de ser vendido.
  • Distribuição: O bolo precisa ser transportado do local de produção para o local de venda (padaria, supermercado, etc.).
  • Varejo: O bolo é vendido ao consumidor final.
  • Consumidor final: O consumidor final é a pessoa que vai comer o bolo.

Exemplo:

A empresa X fabrica smartphones. A cadeia de suprimentos da empresa X inclui:

  • Fornecedores: empresas que fornecem os componentes eletrônicos, as telas, as baterias, etc.
  • Produção: as fábricas da empresa X onde os smartphones são montados.
  • Armazenamento: os centros de distribuição da empresa X onde os smartphones são armazenados antes de serem vendidos.
  • Distribuição: as empresas de transporte que entregam os smartphones aos varejistas.
  • Varejo: as lojas que vendem os smartphones aos consumidores finais.

Importância da supply chain:

A supply chain é importante porque garante que os produtos cheguem ao consumidor final no momento certo, na quantidade certa e no local certo. Uma supply chain eficiente pode ajudar as empresas a reduzir custos, aumentar a lucratividade e melhorar o atendimento ao cliente.

Exemplos de problemas na supply chain:

  • Falta de estoque: se a empresa X não tiver estoque suficiente de smartphones para atender à demanda, os clientes ficarão insatisfeitos.
  • Atrasos na entrega: se os smartphones da empresa X não forem entregues aos varejistas no prazo, as lojas não poderão vender os produtos.
  • Produtos danificados: se os smartphones da empresa X forem danificados durante o transporte, a empresa terá que arcar com os custos de devolução e reposição.

Gestão da supply chain:

A gestão da supply chain é o processo de coordenar todas as atividades da cadeia de suprimentos para garantir que os produtos cheguem ao consumidor final de forma eficiente e eficaz. A gestão da supply chain inclui atividades como:

  • Planejamento: a empresa X precisa planejar a produção de smartphones de acordo com a demanda do mercado.
  • Execução: a empresa X precisa garantir que os smartphones sejam produzidos, armazenados, transportados e vendidos de forma eficiente.
  • Controle: a empresa X precisa monitorar o desempenho da sua supply chain e identificar oportunidades de melhoria.

As empresas podem melhorar suas supply chains através de:

  • Tecnologia: a empresa X pode usar software para gerenciar sua supply chain e melhorar a comunicação entre os diferentes players da cadeia.
  • Inovação: a empresa X pode buscar novas soluções para otimizar suas operações, como a utilização de drones para entrega de produtos.
  • Parcerias: a empresa X pode trabalhar em conjunto com seus fornecedores, distribuidores e varejistas para melhorar a eficiência da cadeia de suprimentos.

A supply chain é um componente essencial do mundo dos negócios. Ao entender o que é supply chain e como gerenciá-la de forma eficiente, as empresas podem melhorar sua competitividade e aumentar seus lucros.

Definição de operador logístico da ABOL:

Operador Logístico (OL) é a pessoa jurídica capacitada a prestar, por meio de um ou mais contratos, por meios próprios ou por intermédio de terceiros, os serviços de transporte (em qualquer modal), armazenagem (em qualquer condição física e regime fiscal) e gestão de estoque (utilizando-se tecnologia adequada).

Operadores Logísticos Terceirizados ou 3PL (Third Party Logistics).

Um operador 3PL é uma empresa especializada em fornecer serviços logísticos para outras empresas. Isso significa que a empresa contratante terceiriza toda ou parte de sua operação logística para o 3PL, que se encarrega de tarefas como:

  • Armazenagem: O 3PL armazenará os produtos da empresa contratante em seus armazéns, garantindo a segurança e a integridade da mercadoria.
  • Picking packing: O 3PL separa os itens de acordo com os pedidos dos clientes e embala a mercadoria para o transporte.
  • Transporte: O 3PL pode cuidar do transporte da mercadoria do armazém até o cliente final, utilizando diferentes modais de transporte (rodoviário, aéreo, marítimo).
  • Gestão de estoque: O 3PL monitora o nível de estoque da empresa contratante e pode sugerir estratégias para otimizar o inventário.
  • Gestão de pedidos: O 3PL pode receber e processar pedidos de clientes, integrando-se com o sistema de vendas da empresa contratante.

Alternativas para reduzir os custos logísticos

Cross Docking:

O cross docking é uma estratégia logística em que os produtos recebidos de fornecedores são descarregados de um veículo de transporte e carregados diretamente em outro veículo de saída, com pouco ou nenhum armazenamento intermediário.

O cross docking é uma estratégia logística que visa eliminar ou reduzir ao máximo a armazenagem de produtos. O objetivo é que os produtos permaneçam em movimento, desde a sua saída da fábrica até o cliente final.

Exemplo: Imagine uma grande rede de varejo que recebe remessas de diversos fornecedores em um centro de distribuição central. Em vez de armazenar os produtos, a empresa utiliza o cross docking para descarregar as mercadorias dos caminhões de entrada e carregá-las imediatamente em caminhões de saída, que estão programados para entregar os produtos diretamente para as lojas. Isso reduz o tempo de armazenamento e os custos associados ao manuseio e armazenamento de estoque.

Consolidação de Cargas:

A consolidação de cargas é uma estratégia logística em que várias remessas menores são combinadas ou consolidadas em uma única carga maior para otimizar o transporte e reduzir os custos.

A consolidação de cargas é uma estratégia logística que visa agrupar diversas cargas pequenas em um único carregamento. Isso permite otimizar o espaço nos caminhões e reduzir os custos de transporte.

Exemplo: Considere uma empresa de transporte de cargas que recebe múltiplos pedidos de clientes para entrega em uma determinada região. Em vez de enviar veículos separados para cada cliente, a empresa consolida as remessas em uma única carga, aproveitando ao máximo a capacidade do veículo e reduzindo o número de viagens necessárias. Isso resulta em economia de custos com combustível, mão de obra e tempo de transporte.

Essas estratégias são amplamente utilizadas na logística para melhorar a eficiência operacional, reduzir os custos de transporte e otimizar o fluxo de mercadorias ao longo da cadeia de suprimentos. Ao implementar o cross docking e a consolidação de cargas de forma eficaz, as empresas podem obter vantagens competitivas significativas, melhorando a velocidade de entrega, reduzindo os custos logísticos e aumentando a satisfação do cliente.

Terceirizar as entregas

Logística Reversa

A logística reversa é o processo de planejamento, implementação e controle do fluxo de produtos, materiais e informações, do ponto de consumo ao ponto de origem, para recuperar, reciclar ou descartar de forma ambientalmente adequada os resíduos sólidos gerados durante todo o ciclo de vida dos produtos.

Em outras palavras:

  • É o caminho inverso da logística tradicional.
  • Envolve a coleta e o retorno de produtos ao final de sua vida útil.
  • O objetivo é dar um destino adequado aos resíduos, evitando o impacto ambiental.

Exemplos de atividades de logística reversa:

  • Coleta e reciclagem de embalagens: após o consumo dos produtos, as embalagens são coletadas e recicladas, transformando-se em novos produtos.
  • Devolução de produtos: produtos com defeito ou que não atenderam às expectativas do cliente podem ser devolvidos ao fabricante para reparo, troca ou reembolso.
  • Reutilização de produtos: produtos usados ​​podem ser doados, vendidos ou recondicionados para serem usados ​​novamente.
  • Descarte de produtos: produtos que não podem ser reutilizados ​​ou reciclados devem ser descartados de forma ambientalmente adequada, evitando a contaminação do solo e da água.

Benefícios da logística reversa:

  • Proteção ambiental: reduz o impacto ambiental dos resíduos sólidos, diminuindo a quantidade de lixo enviada aos aterros sanitários e incineradores.
  • Economia de recursos: promove a reutilização e a reciclagem de materiais, reduzindo a necessidade de extrair novas matérias-primas.
  • Vantagem competitiva: empresas que adotam a logística reversa podem se destacar no mercado por sua responsabilidade ambiental.
  • Atendimento à legislação: a logística reversa é obrigatória para alguns tipos de produtos, como pneus, pilhas e eletrodomésticos.

Exemplos de empresas que praticam a logística reversa:

  • Eletrobrás: coleta e recicla pilhas e baterias.
  • Natura: coleta e recicla embalagens de seus produtos.
  • Renault: oferece programa de troca de veículos usados ​​por novos.
  • Ambev: coleta e reutiliza garrafas de vidro.

Logística reversa no Brasil:

A logística reversa no Brasil está em desenvolvimento, mas vem crescendo nos últimos anos. A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), Lei nº 12.305/2010, estabelece a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, incluindo a logística reversa.

Desafios da logística reversa:

  • Alto custo: a implementação da logística reversa pode ser cara para as empresas.
  • Falta de infraestrutura: nem todas as cidades possuem infraestrutura adequada para a coleta e reciclagem de resíduos.
  • Conscientização do consumidor: muitos consumidores ainda não estão conscientes da importância da logística reversa.

Rede de Distribuição: A espinha dorsal da logística

A rede de distribuição é a etapa final da cadeia logística, responsável por levar os produtos do centro de distribuição (CD) até o consumidor final. É como uma teia complexa e dinâmica que garante que os produtos estejam disponíveis no lugar certo, na hora certa e nas condições adequadas.

Funções:

  • Armazenamento: Os produtos são armazenados em CDs estrategicamente localizados para facilitar a entrega;
  • Transporte: Diversos modais de transporte são utilizados, como caminhões, trens, aviões e navios, para levar os produtos aos seus destinos;
  • Gestão de pedidos: Recebimento, processamento e expedição dos pedidos de forma eficiente e precisa;
  • Controle de estoque: Monitoramento do nível de estoque para garantir a disponibilidade dos produtos e evitar rupturas.;
  • Informação: Rastreabilidade dos produtos ao longo da cadeia de distribuição para garantir a qualidade e segurança.

Tipos de redes de distribuição:

  • Intensiva: Busca alcançar o maior número possível de pontos de venda, como supermercados e lojas de conveniência;
  • Seletiva: Distribuição em pontos de venda específicos, como lojas especializadas ou boutiques;
  • Exclusiva: Distribuição em um único ponto de venda autorizado para um determinado produto ou marca.

Exemplos:

  • Rede de distribuição de um supermercado: O CD recebe os produtos dos fornecedores, armazena-os e os entrega nas lojas da rede;
  • Rede de distribuição de um fabricante de eletrodomésticos: Os produtos são fabricados, armazenados no CD e entregues aos revendedores autorizados;
  • Rede de distribuição de um marketplace online: O marketplace recebe os produtos dos vendedores, armazena-os em seus CDs e os entrega aos consumidores finais.

Considerações importantes:

  • Planejamento: A rede de distribuição deve ser planejada de forma eficiente para otimizar custos e prazos de entrega.
  • Tecnologia: A utilização de tecnologia, como sistemas de gestão de transporte (TMS) e sistemas de gestão de armazém (WMS), pode aumentar a eficiência da rede de distribuição.
  • Sustentabilidade: A sustentabilidade é um fator cada vez mais importante na gestão da rede de distribuição, com empresas buscando reduzir emissões de carbono e otimizar o uso de recursos.

Bons Estudos.

sexta-feira, 29 de março de 2024

Duende Verde (pacote)

 Duende Verde (pacote)


Poucos vilões dos quadrinhos foram ou são mais emblemáticos ou tiveram suas estórias tão bem contadas quanto o Duende Verde.

Neste pacote, iremos acompanhar seu surgimento, evolução, intrigas, lutas até o ponto alto (e dramático) de sua carreira: a morte de Gwen Stacy e sua própria morte (um acidente que agrega mais drama à trama).

A trajetória do Duende perpassa várias edições. Em algumas ele é a personagem principal, em outras uma subtrama que vai compondo um mosaico maior; sempre muito bem retratado. Os argumentos e as artes são sempre muito bons. Editorialmente falando, a escolha da morte do Duende foi uma má ideia, pois privou o teioso de um inimigo emblemático. Más comercialmente foi uma boa ideia, pois ajudou a dar um novo rumo nas estórias do Aranha.

Em uma destas estórias, há o surgimento de uma personagem que acho muito interessante, o Mestre do Crime. Um homem cheio de artimanhas, que rivaliza com o Duende em termos de inteligência e maquinações, mas que (não sei o motivo) escolheram matar. Ponto interessante da estória em questão: não temos a identidade do Mestre do Crime revelada. Isto traz um viés de realismo à estória.

Posteriormente a Marvel resolve "magicamente" trazer o Duende Verde de volta à vida.  Não conseguiram criar algo tão bom e reciclaram o Norman Osborn de volta. Nem vale a pena comentar...

O pacote traz as seguintes estórias:

  • O espantoso Homem-Aranha v1: 14, 17, 23, 26, 27, 37, 38, 39, 40, ,47, 62, 86, 97, 98, 12, 122 e 123
  • Espetacular Homem Aranha - Magazine v1: 02


As edições estão "numeradas" para facilitar a ordem de leitura.

AQUI!

Boa Leitura.

domingo, 3 de março de 2024

O Livro das Maravilhas (ou As Viagens de Marco Polo), de Marco Polo

O Livro das Maravilhas (ou As Viagens de Marco Polo), de Marco Polo



Imagine-se embarcando em uma viagem épica pela Ásia do século XIII, desbravando terras desconhecidas e presenciando culturas exóticas. Essa é a promessa de "O Livro das Maravilhas", um relato fascinante das aventuras de Marco Polo, o mercador veneziano que se tornou um dos maiores exploradores da história.

Através de suas páginas, viajamos ao lado de Marco Polo por mais de 20 anos, explorando cidades lendárias como Pequim, Xanadu e Samarkand. Testemunhamos a magnificência do Império Mongol, com seus palácios suntuosos, exércitos poderosos e costumes intrigantes.

O livro nos leva a conhecer paisagens deslumbrantes, desde os desertos áridos da Pérsia até as exuberantes florestas da Índia. Marco Polo descreve com detalhes a fauna e flora exóticas, os costumes e crenças dos povos que encontra, e as especiarias e produtos raros que circulavam pelas rotas comerciais da época.

"O Livro das Maravilhas" é mais do que um relato de viagens. É um verdadeiro portal para um mundo longínquo, uma oportunidade de conhecer culturas e costumes completamente diferentes dos da Europa medieval. A obra influenciou profundamente a visão do Ocidente sobre o Oriente, despertando a fascinação por terras distantes e alimentando o sonho de novas descobertas.


Boa Leitura

A Divina Comédia


A Divina Comédia



Imagine-se perdido em uma selva escura, cercado por sombras e incertezas. É nesse cenário que Dante Alighieri inicia sua épica jornada em "A Divina Comédia", um poema monumental que nos leva a um tour pelos mais profundos recantos da alma humana.

A Divina Comédia" é uma obra-prima da literatura mundial, escrita por Dante Alighieri no século XIV. A história é dividida em três partes: Inferno, Purgatório e Paraíso. Dante, o protagonista, é guiado por Virgílio, o poeta romano, e Beatriz, seu amor platônico, em uma jornada através dos reinos do além-vida.

No "Inferno", Dante desce aos abismos do inferno, onde encontra uma série de almas condenadas a sofrer por seus pecados. Cada círculo do inferno é reservado para um tipo específico de pecado, e Dante testemunha as punições que os pecadores sofrem. Ele encontra figuras históricas e mitológicas, como Cleópatra e Medusa, e até mesmo pessoas que ele conheceu em vida, como seu mentor Brunetto Latini.

No "Purgatório", Dante sobe a montanha do purgatório, onde as almas estão em processo de purificação antes de alcançarem o paraíso. Aqui, ele encontra almas que estão se arrependendo de seus pecados e buscando a redenção. Dante também encontra figuras históricas e mitológicas, como Cato, o guardião do purgatório, e a rainha Joana I de Nápoles.

Finalmente, no "Paraíso", Dante é guiado por Beatriz através dos nove céus do paraíso, onde ele encontra as almas dos santos e dos justos que estão desfrutando da presença de Deus. Aqui, Dante experimenta a visão da divindade e da ordem cósmica, e ele é capaz de entender a natureza do amor divino.

"A Divina Comédia" é uma obra rica em simbolismo e alegoria, e é uma exploração profunda da condição humana e da busca pela salvação. Através da jornada de Dante, o leitor é levado a refletir sobre sua própria vida e suas escolhas, e a considerar o significado do bem e do mal, do amor e da redenção. É uma obra que continua a ressoar com os leitores até hoje, e é uma das maiores realizações da literatura ocidental.


Boa Leitura.

sexta-feira, 1 de março de 2024

Gilgamesh II

 Gilgamesh II


Obra fantástica do mestre Jim Starlin (argumento e arte). O criador de personagens marcantes, como: Thanos, Drax, Gamora, Shang-Chi, Starfox e Dreadstar, nos traz uma releitura da Epopéia de Gilgamsh (aqui mesmo, no blog). Diversão garantida.

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Boa Leitura.

Conan - O Libertador

Conan - O Libertador



Saga estonteante, cheia de reviravoltas e traições e batalhas. Temos Conan na jornada para se tornar Rei da poderosa Aquilônia.

Argumento de Roy Thomas e arte do mestre John Buscema.

Boa Leitura.

Asterix entre os Pictos

 Asterix entre os Pictos


Mais uma ótima aventura dos gauleses mais queridos da cultura pop. Desta vez, temos uma "imersão cultural'" junto aos pictos com diversão garantida.

Argumento de Jean-Yves Ferri e arte de Didier Conrad.

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Boa Leitura.